domingo, 18 de março de 2012

Energia fotovoltaica: Unicamp desenvolve células solares orgânicas

Tecnologia em estudo representa uma alternativa ao uso do silício cristalino 

Células solares a base de carbono desenvolvidas pela Unicamp (FOTO: Agostinho Perri/Unicamp)

Pesquisadores do Instituto de Química (IQ) da Unicamp estão desenvolvendo um novo tipo de células solares fotovoltaicas, baseado no uso de material orgânico, ou seja, a base de carbono. Os avanços da pesquisa foram publicados em setembro de 2011 na edição online da revista Photochemical & Photobiology Sciences.

Segundo o pesquisador Luiz Carlos Pimentel Almeida, a técnica de fabricação sequencial empregada “imita” o mais eficiente processo de conversão de energia existente na natureza: a fotossíntese.

Ao realizar procedimento análogo ao dos seres clorofilados – em que cada componente básico ocupa uma posição específica numa organização espacial – “conseguimos ter maior controle sobre a camada ativa dos dispositivos fotovoltaicos”, explica Almeida.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Vida marinha: pesquisa com espécie de camarão ajuda a desvendar biodiversidade do litoral paulista

Estudo da biologia reprodutiva do camarão pedra Sicyonia typica serve de subsídio à implantação de pesca sustentável na região 

Camarão pedra Sicyonia typica: uma das amostras coletadas para o estudo (FOTO: Unesp)

No mundo, são cerca de 4 mil espécies de camarão catalogadas. No litoral Norte de São Paulo, encontra-se uma grande variedade delas: o camarão sete-barbas X. kroyeri, o rosa F. paulensis e o branco L. schmitti, entre outras.

O camarão pedra Sicyonia typica (foto) é mais uma espécie presente na biota – conjunto de seres vivos de um ecossistema – do litoral paulista. Pertence à família  Sicyoniidae, formada por 52 espécies.

A S. typica é objeto da tese de doutorado de Bruno Gabriel Nunes Pralon, sob orientação de Maria Lucia Negreiros-Fransozo e co-orientação de Antonio Leão Castilho. Foi apresentada ao Curso de Pós-Graduação em Ciências Biológicas do Instituto de Biociências de Botucatu (IBB) da Unesp e defendida com sucesso esta tarde.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Vida marinha: ritmo de acidificação atual só é comparável ao de um único período nos últimos 300 milhões de anos

pH oceânico regrediu tanto nos últimos cem anos que já ameaça existência de vários organismos importantes 

http://www.nrdc.org/oceans/acidification/

Cientistas encontraram evidências de que, em centenas de milhões de anos, os oceanos se acidificaram tão rápido como hoje apenas no período Máximo Térmico do Paleoceno-Eoceno (PETM, em inglês), há 56 milhões de anos.

Estudos paleoceanográficos revelam que o ritmo de acidificação atual pode ser até dez vezes maior do que o ocorrido no PETM. Nos últimos cem anos, o pH dos oceanos diminuiu em 0,1 e a previsão é que ele seja reduzido em mais 0,2 até 2100, o que significa maior acidez.

Parte da explicação deste fenômeno é que os oceanos atuam como uma esponja, absorvendo com facilidade o excesso de CO2 atmosférico. A reação desse gás com a água forma ácido carbônico, que é neutralizado pelo carbonato dos fósseis, das conchas do fundo do mar.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Energia eólica na AL: Brasil lidera com 50% dos projetos instalados em 2011

País também teve maior capacidade instalada acumulada na América Latina nos últimos quatro anos; México ocupa segunda posição 

Parque eólico de Praia Formosa (CE), com 104,4 MW 
http://www.gwec.net/fileadmin/documents/Publications/Brazil_report_2011.pdf

O Brasil liderou o mercado latino-americano de instalações eólicas em 2011, com 582,6 GW (giga watt), ou metade da potência instalada total. O México ficou na segunda posição do ranking, com 31%, seguido por Honduras (9%), Argentina (7%) e Chile (3%). O Brasil também foi o país com a maior capacidade instalada acumulada, de 2008 a 2012, com pouco mais de 1,5 mil GW.

Os dados foram apresentados no Comitê Latino-Americano do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês) durante encontro realizado recentemente no México.

Segundo a previsão da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) a potência eólica instalada até 2020 deverá alcançar 20 GW. Para garantir a sustentabilidade do setor, basta agregar ao mercado 2 GW por ano, como afirmou no evento o diretor executivo da entidade Pedro Perrelli.

Albert Einstein: há 133 anos nascia o ‘pai’ da teoria que revolucionou a ciência

‘O que eu vejo na natureza é uma magnífica estrutura que só conseguimos entender com muita imperfeição, mas que pode satisfazer a uma pessoa com sentimento de humildade’, declarava Einstein em 1944

(FOTO: Arthur Sasse, 1951) http://www.flixya.com/photo/2195068/Albert-Einstein-1951

Dois séculos após Newton ter estabelecido as leis da mecânica e da gravidade, Einstein mudou a compreensão do universo, com sua Teoria da Relatividade Geral.

Até então, as leis de Newton eram usadas para explicar vários fenômenos astronômicos, como as órbitas dos planetas do sistema solar. Mas nem tudo era completamente explicado pela mecânica newtoniana e, muito antes de Einstein, cientistas já questionavam o alcance daquela teoria.

A medida exata de distâncias e tempos envolvendo os movimentos de astros carecia de uma teoria mais abrangente. E foi Einstein o autor de uma nova teoria, capaz de descrever espaço e tempo como grandezas “relativas” e, assim, propiciar a determinação precisa de eventos astronômicos.